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  • Ser fiel à minha Pátria, a República da Polônia

     

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  • 18 Setembro 2017

    No dia 17 de setembro de 1939, quebrando o pacto polaco-soviético de não agressão, o Exército Vermelho entrou no território da República da Polônia. A agressão soviética implementou desta forma os acordos definidos no protocolo secreto do pacto entre Hitler e Stalin, relativo à partição dos territórios ou gestão da independência da Polônia e outros países soberanos da Europa Central e de Leste: Lituânia, Letónia, Estónia, Finlândia e Roménia.

    As tropas soviéticas atravessaram a fronteira oriental da Polônia, ao longo de todo o seu comprimento, sem a declaração prévia de guerra. Este ataque foi uma violação do pacto polaco-soviético de não agressão de 1932, bem como de outros acordos celebrados pelos governos dos dois países, o que as autoridades da URSS justificavam com a suposta liquidação do Estado Polonês e a inexistência da sua liderança suprema.

     

    O Exército Vermelho enfrentou resistência por parte do Exército Polonês e do Corpo de Guarda-Fronteiras, apesar das recomendações do comandante-em-chefe para que os soldados evitassem o conflito e se retirassem na direção da Hungria e Roménia, exceto nas situações do ataque direto e das tentativas soviéticas de desarmamento. Até ao final de setembro de 1939, os soldados do Exército Vermelho ocuparam os territórios do leste da Segunda República.

     

    Um dos resultados da agressão soviética foi a detenção de mais de 200 mil poloneses. Os anos posteriores da ocupação soviética durante a Segunda Guerra Mundial foram para os poloneses os anos de perseguições. Os cidadãos da Segunda República foram forçados a aceitar a nacionalidade soviética. Centenas de milhares de poloneses que viviam nos terrenos ocupados pelo Exército Vermelho foram deportados para os lugares mais remotos da URSS. O objetivo foi alterar a estrutura social dos territórios do leste da Segunda República Polonesa, ganhando ao mesmo tempo mão-de-obra barata. Em 1940, os soviéticos começaram o extermínio das elites polonesas: mais de 20 mil cidadãos poloneses foram mortos nas execuções em massa em Katyn, Kharkiv e Tver.

     

    A agressão soviética, descrita pelo “The Times” como um “golpe nas costas”, foi a consequência direta do pacto entre Hitler e Stalin, assinado em Moscou no dia 23 de agosto de 1939. A parte integral do pacto germano-soviético foi um protocolo adicional secreto. O segundo ponto deste protocolo, que dizia respeito diretamente à Polónia, foi o seguinte: “No caso das transformações territoriais e políticas nos terrenos pertencentes ao Estado Polonês, as fronteiras das esferas de interesse da Alemanha e da URSS serão delimitadas aproximadamente ao longo dos rios Narev, Vístula e San. A questão se a manutenção do Estado Polonês independente será no interesse de ambas as partes e quais serão as fronteiras deste país, pode ser determinada apenas no decorrer dos próximos desenvolvimentos políticos. De qualquer forma os dois governos resolverão essa questão através de um entendimento amigável.” Estas circunstâncias tornam a URSS cúmplice em iniciar a Segunda Guerra Mundial.

     

    No dia 28 de setembro de 1939, o Reich alemão e a URSS celebraram mais um acordo contra a Polônia – o Tratado de Fronteiras e Amizade. Neste documento assinado em Moscou os aliados dividiram os territórios poloneses e comprometeram-se a impedir em conjunto a independência da Polônia. Nos termos do acordo, a URSS aceitou abandonar as partes orientais de Mazovia e da região de Lublin, em troca do consentimento da Alemanha para transferir a Lituânia à esfera de influência soviética. Assim foi selada a partição da Polônia e a divisão das esferas de influência nos Estados Bálticos.

     

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