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  • 31 Agosto 2019

    Há 80 anos, a agressão alemã contra a Polônia iniciou a Segunda Guerra Mundial. Na manhã de 1º de setembro de 1939, o exército do Reich Alemão cruzou a fronteira polonesa. O exército polonês resistiu fortemente, aguardando a reação de seus aliados. Em 3 de setembro de 1939, a França e a Grã-Bretanha declararam guerra ao Reich Alemão. A declaração de guerra não envolveu nenhuma ação militar real. O trágico destino da Polônia foi selado em 17 de setembro de 1939, quando a União Soviética invadiu a Polônia pelo leste. O ataque do Reich Alemão e da União Soviética foi a conseqüência da assinatura do Pacto Ribbentrop-Molotov por ambos os estados totalitários, cujo protocolo secreto de fato dividia a Europa Central nas chamadas zonas de influência.

    1º de setembro de 1939 às 4:45, o exército do Reich Alemão iniciou o plano Fall Weiss - o ataque à Polônia na frente de 1600 km. O símbolo da resistência no primeiro dia da guerra tornou-se o depósito militar de Westerplatte, a guarnição polonesa defendeu-se por uma semana. Os comandantes do Reich Alemão usaram nesta campanha as táticas anteriormente desconhecidas de ataque rápido (a chamada querra Blitzkrieg). Devido à vantagem numérica e tecnológica do exército do Reich Alemão, as tropas polonesas foram forçadas a se retirarem para o interior do país nos primeiros dias da guerra. No entanto, graças aos esforços dos soldados poloneses, as premissas do plano Fall Weiss não foram totalmente cumpridas.
     
    Unidades do exército polonês resistiram ferozmente aos invasores. O maior choque da campanha foi a batalha do Bzura, que durou até 22 de setembro. Embora tenha terminado em derrota, forçou o Reich Alemão a mudar seu plano de ação e atrasou a capitulação de Varsóvia, que ocorreu em 28 de setembro de 1939. As últimas tropas polonesas depuseram as armas em 6 de outubro de 1939; no entanto, algumas unidades do exército continuaram a resistir e realizar ações contra os invasores. Um exemplo foi a divisão separada do exército polonês, sob o comando do major Henryk Dobrzański "Hubal", existente até meados de 1940.
     
    Em 17 de setembro de 1939, a Polônia foi atacada por outro de seus vizinhos - a União Soviética. Na época do ataque do exército soviético, as autoridades polonesas continuaram no território do país e as tropas militares continuaram a lutar com o Reich Alemão. A necessidade de resistência militar na fronteira oriental enfraqueceu adicionalmente o exército polonês e selou a derrota na guerra defensiva de 1939.
     
    Tanto o Reich Alemão quanto a União Soviética não apenas visavam a conquista territorial da Polônia, mas implementavam a destruição de suas elites intelectuais e a destruição gradual da nação polonesa.
     
    Como resultado dos bombardeios realizados pelo Reich alemão, muitos civis foram mortos nas primeiras horas da guerra. O Reich Alemão implementou consistentemente o plano de assassinar a intelligentsia polonesa como parte do chamado Intelligenzaktion e como parte da ação AB (Außerordentliche Befriedungsaktion). Nas terras polonesas, os ocupantes iniciaram o extermínio em massa de sua população, que durou até o final da Segunda Guerra Mundial em 1945. O Reich Alemão também implementou um programa de extermínio em massa da população judaica. Ao contrário dos países ocupados da Europa Ocidental, na Polônia ocupada, a ajuda aos judeus era punida com morte.
     
    Na União Soviética, os poloneses foram presos e deportados em massa. Nos campos de trabalho, eles eram forçados a trabalhar como escravos, sofrendo fome, em condições trágicas de vida e higiene, e exposição constante ao perigo de prisioneiros criminosos.
     
    A guerra defensiva da Polônia perdida em 1939 não acabou com a resistência em casa e no exterior. As estruturas do maior estado secreto da Europa ocupada com suas próprias forças armadas, parlamento, judiciário e educação secreta foram criadas no país. O exército polonês também renasceu na França e na Grã-Bretanha, participando dos combates em todas as frentes européias e africanas. Após o ataque do Reich Alemão à URSS em 22 de junho de 1941 e a assinatura do acordo de Sikorski-Majski, as Forças Armadas polonesas foram criadas na URSS. Os poloneses contribuíram significativamente para a vitória dos Aliados e o fim da Segunda Guerra Mundial. Infelizmente, o ano 1945 não trouxe liberdade à Polônia. Após os arranjos da conferência em Yalta, a Europa foi dividida. A palavra "Cortina de Ferro" usada por Churchill em Fulton definiu a divisão pós-guerra da Europa e a dependência da Polônia e de outros países que estavam na esfera de influência soviética. A Polônia só recuperou a soberania total após 1989.

     

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