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  • 24 Maio 2018

    Setenta anos atrás, na prisão localizada na Rua Rakowiecka em Varsóvia, foi assassinado Witold Pilecki - oficial polonês, ativista do Estado Secreto Polonês, o único prisioneiro voluntário do Campo de Concentração Nazista Alemão de Auschwitz, o autor dos chamados Relatórios de Pilecki.

    Witold Pilecki serviu no Exército da Pátria e participou da Revolta de Varsóvia. Após a guerra, continuou a trabalhar para a Polônia livre - em 1947, foi preso e torturado pelas autoridades soviéticas, e depois foi julgado e executado em 1948. Depois da recuperação da independência, foi reabilitado em julgamento da Suprema Corte em 1990, promovido para coronel e premiado com a Ordem da Águia Branca. O historiador britânico prof. Michael Foot menciona Pilecki entre as seis pessoas mais corajosas do movimento de resistência da Segunda Guerra Mundial.
    Witold Pilecki relatou às autoridades do Estado Secreto Polonês a idéia de infiltrar-se no campo de Concentração e Extermínio Nazista Alemão de Auschwitz-Birkenau. A tarefa de Pilecki era reunir informações sobre a situação no campo e enviá-las para o exterior. Além disso, organizou a União das Organizações Militares, que deveria preparar a insurreição e a libertação do campo. Depois de escapar de Auschwitz, ele escreveu relatórios documentando os crimes da Alemanha nazista que havia testemunhado. Relatórios foram enviados aos Aliados e, juntamente com as atividades de Jan Karski, constituem a primeira fonte sobre o assunto do Holocausto no mundo.
     
    - O que a humanidade pode dizer hoje, essa humanidade, que quer provar o progresso da cultura, e colocar o século XX acima dos séculos passados? E nós, o povo do século XX, podemos olhar para os rostos daqueles que viveram no passado e - coisa engraçada - provar a nossa superioridade, quando hoje uma massa armada destrói não um exército hóstil, mas nações inteiras, população indefesa, utilizando a mais recente tecnologia - assim o Capitão Pilecki, no relatório de 1945, descreveu sua permanência no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.
    Michael Schudrich, o rabino-chefe da Polônia, disse sobre os atos heróicos de Witold Pilecki: - Este é um exemplo inimaginável do bem em tempos do mal inimaginável.
    Há cada vez mais evidências de como os poloneses ajudaram os judeus durante o Holocausto e pagaram por isso com suas próprias vidas. Tem que seguir o exemplo de pessoas como Pilecki em todos os lugares onde o mal está acontecendo hoje.

     

    Assessoria de Imprensa

    Ministério das Relações Exteriores

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